O Catecismo ensina que o tesouro espiritual da Igreja tem sua fonte primeira nos méritos infinitos e inesgotáveis de Cristo. (CIC 1476–1477)
Desde os primeiros séculos, a Igreja crê que os méritos infinitos de Cristo, unidos às orações e boas obras da Virgem Maria e de todos os santos, formam um tesouro espiritual do qual ela pode dispor em favor dos fiéis.
É desse tesouro que nascem as indulgências: a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa. Disciplinada pelo Enchiridion Indulgentiarum e pela Penitenciária Apostólica, a indulgência nunca perdoa a culpa, não substitui a confissão e não funciona como recompensa mecânica — ela supõe conversão, vida de graça e caridade.
Ao lado das indulgências caminham devoções documentadas e promessas atribuídas a revelações privadas — sempre distinguindo seu grau de autoridade e sem apresentá-las como contratos infalíveis. Esta página organiza apenas os registros liberados pela política editorial.
As formulações aqui são resumos editoriais fiéis às fontes citadas. Em caso de divergência, prevalece o documento oficial. Esta página não substitui o Enchiridion Indulgentiarum, os documentos da Santa Sé nem a orientação de um sacerdote.